Elogio da Loucura

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Ha scritto il 18/02/09
Uma pequena reflexão do livro com os fatos de hoje
“o sacrifício, exige que alguém dê e alguém receba. Isto é, que alguém se abra e encare a realidade que o transcende.

Num mundo intranscendente , fechado sobre si mesmo,

a minha morte não dá nem recebe; consome-se em si mesma e a si mesm

Num mundo intranscendente , fechado sobre si mesmo,

a minha morte não dá nem recebe; consome-se em si mesma e a si mesma se satisfaz.” Octávio Paz.

O século que hoje vivemos é marcado pela depressão. Impossível nenhuma família ter deparado com a seguinte notícia:

“Ah.... Fulana de tal se matou – estava depressiva.” Pessoas que eram risonhas, donas de uma maravilhosa estima...

O que aconteceu “de repente”?

A pessoa nesse quadro, antes, encontrava-se segura, dona de uma razão verdadeira.

Quando algo de fora começa afetar tal equilíbrio surge à depressão.

– Um casamento mal feito, o término de um namoro, a morte de um ente querido,

o sentimento de inferioridade, muitos são os contextos que levam à depressão.

“Não é uma “frescurite”, não é manha – é uma doença; que deve ser urgentemente tratada,

como escreveu Mihail Eminescu:” As pessoas alegres fazem mais loucura do que as pessoas tristes,

porém as loucuras de uma pessoa triste são as mais graves. “Foi o que ocorreu no caso da menina Eloá.

Vítima de um seqüestro, feito pelo ex-namorado.

O homem de 22 anos não queria dinheiro. Queria Eloá, o amor que ela não poderia mais corresponder.

Feita refém por mais de três dias, com intensas negociações entre o bandido e a Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais).

O desfecho foi o mais trágico. A menina levou tiros e entrou em coma permanente, ou seja, ficou vegetativa.

Houve o despreparo da Polícia Militar? Lidar com pessoas depressivas é lidar com loucos.

Pessoas cuja Verdade se faz completamente distorcida da realidade. Pessoas que ora tem um lapso

e enxergam vagamente o transcendente. Porém essa quebra é a passageira e o foco continua

a ser a luta eterna com os moinhos-de-vento. Apaixonados, malucos, insanos agem segundo a Verdade Utópica.

“Fulana de tal se matou” Sentimento de dó pela romântica suicida, sentimento de ódio pelo quixotesco seqüestrador.

Os policiais faltaram por não incluir no difícil resgate equipes de psicólogos. Médicos especializados em lidar com situações

em que o indivíduo não vê mais sentido em sua vida, então, tanto faz, a vida do outro. Houve sim um despreparo.

Se o doido colocou a morte de Eloá como a solução de sua tristeza, o Gate o quanto antes interviesse melhor.

Porém, não é só nas costas dessa instituição que pesa a fatalidade.

A família, os amigos deste indivíduo não notaram a diferença de seu comportamento?

Não perceberam nada de diferente em seu humor? O cotidiano apressado, as preocupações,

talvez, fúteis impediram o diálogo, o abraço, as palavras necessitadas que o novo assassino precisava ouvir, sentir,

compartilhar. Levar um pé na bunda de quem à gente ama, como que dói...

Por isso, os amigos por perto, pra dividir a desilusão. E, mais tarde, dar “risada do grande amor”.

Mas, não foi isso o que aconteceu.

Pouco foi relatado o que ocorreu alguns dias antes desse seqüestro: a morte horrorosa de Virlene,

que cursava o último ano de medicina na UFTM. Envolveu-se com um pedreiro.

Ela por não compartilhar mais o afeto amoroso terminou a relação.

O homem inconformado, com suas ferramentas de quebrar a parede, desfigurou a face da moça – até a morte.

Friamente, amarrou tudo que tinha no corpo da moça, e com duas roldanas escondeu-a no fundo do rio.

Não deu certo. O corpo apareceu e ele sumiu.

Casos semelhantes: o louco depressivo premeditou, planejou tudo aquilo que queria fazer.

Por não existir mais uma relação entre o louco e a infeliz, aquele encontrou por meio do crime hediondo

uma forma de fazer jus ao imenso vazio criado.

Que humano é esse? Aquele que não sabe esconder a própria loucura.

Ao contrário do que escreveu Abel Martín, tal homem não enxerga o outro, pois o outro não existe.

Só há espaço para a sua dor, é o egocentrismo.

Criado pela sociedade contemporânea, a qual introduz na matéria vazia o valor do humano.

Aí, realmente, “quando falta à coisa, é preciso representá-la”, como é dito pela Loucura, no livro de Erasmo, e de que forma? É só olhar dentro da sua casa. ...Continua


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