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Memorias Postumas De Bras Cubas/ the Posthumous Memoirs of Bras Cubas

By

Publisher: De La Flor

4.4
(33)

Language:Español | Number of Pages: 283 | Format: Paperback | In other languages: (other languages) Portuguese , English

Isbn-10: 950515190X | Isbn-13: 9789505151905 | Publish date:  | Edition Translatio

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Book Description
One of the greatest novels of Brazilian Literature, Memórias Póstumas de Brás Cubas is narrated by a dead man who recounts the amorous misadventures of his unheroic life and explains his half-hearted political ambitions. While it is considered the first novel of Brazilian realism, its quirks seem refreshingly modern and make it unforgettably unlike anything written before or after it.
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  • 5

    Memórias póstumas de Brás Cubas

    Machado de Assis. São Paulo: Globo, 2008. 280 págs.


    Romance dividido em cento e sessenta capítulos (pág. 161): "expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade." A personagem principal, como o título adianta, é Brás Cubas - narrador-observ ...continue

    Machado de Assis. São Paulo: Globo, 2008. 280 págs.

    Romance dividido em cento e sessenta capítulos (pág. 161): "expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade." A personagem principal, como o título adianta, é Brás Cubas - narrador-observador e defunto-autor que compartilha, em primeira pessoa, as suas memórias-póstumas.

    Na infância, Brás Cubas - menino da sociedade patriarcal brasileira do século 19 - brinca com seu negrinho de estimação Prudêncio. Na adolescência, é cativado pela linda dama espanhola Marcela (pág. 79): "... Marcela amou-me durante quinze dias e onze contos de réis; nada menos." Na ida para Coimbra, estuda leis e garante o título de bacharel. Na volta para o Brasil, enamora-se por Virgília - parente de um ministro da corte. Mas, na morte e nos vermes, não há riqueza, tradição, burguesia ou título de nobreza que valha para Brás Cubas.

    O tempo do além-túmulo não obedece à nenhuma cronologia mas, sim, à psicologia - o que permite a Brás Cubas contar-nos a sua vida com digressões, manipulações e revelia. Como sentiram-se seus leitores contemporâneos, acostumados à linearidade? Como sentem-se os leitores da atualidade? Estão acostumados ao choque da incomum situação de uma narrativa escrita pela frias carnes de um cadáver? Em 1881 ou em 2011, os problemas humanos são os mesmos, assim como os processos, as contradições e os desmandos.

    Machado é mestre entre os mestres, para aqueles que tem prazer na leitura. Memórias póstumas é recomendável àquelas pessoas que queiram conhecer as experiências de um filho abastado e, principalmente, àqueles que gostam de ler os comentários e as digressões de Machado - ou seja, àqueles buscam de ver que a vida não está composta por nenhum grande feito ou acontecimento significativo... nem é profunda, nem é sutil - ou sim.

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  • 5

    É impressionante a capacidade que o Machado tem de prender a atenção do leitor. Ele utiliza-se da ironia como recurso para fazer seus leitores desconfiarem das declarações e pensamentos de Brás Cubas, além de solicitá-los em vários momentos para interagirem criticamente com a obra. Isso é extraor ...continue

    É impressionante a capacidade que o Machado tem de prender a atenção do leitor. Ele utiliza-se da ironia como recurso para fazer seus leitores desconfiarem das declarações e pensamentos de Brás Cubas, além de solicitá-los em vários momentos para interagirem criticamente com a obra. Isso é extraordinário, e dá a ela um gostinho diferente. Sem contar o fato de ser narrado por um defunto, de forma digressiva e agressiva, contando a vida desperdiçada de Brás Cubas.

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  • 5

    "Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte." Só a primeira frase do livro já foi suficiente para que eu me interessasse completamente pela obra! Além disso, Memórias Póstumas de Brás Cubas foi ...continue

    "Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte." Só a primeira frase do livro já foi suficiente para que eu me interessasse completamente pela obra! Além disso, Memórias Póstumas de Brás Cubas foi um grande marco para a literatura, inaugurando o Realismo Psicológico no Brasil. O fato da história ser contada não por um autor defunto, mas sim por um defunto autor, já remete a algo diferente e inusitado. Um capítulo que acho muito interessante também é O Velho Diálogo de Adão e Eva, onde o Machado não utiliza palavras e deixa a interpretação livre para o leitor, utilizando-se apenas de pontos de exclamação, interrogação e reticências.

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